O comentarista Diogo Olivier, em sua coluna publicada no portal GZH, saiu em defesa de Walter Kannemann, zagueiro do Grêmio apontado por parte da torcida como um dos principais responsáveis pela derrota por 4 a 0 para o Bahia, no último fim de semana, em Salvador.
Segundo o jornalista, o argentino teve uma atuação ruim, mas o desempenho coletivo da equipe também precisa ser levado em consideração.
“Ele foi mal contra o Bahia, sem dúvida. Falhou em todos os quatro gols. Um deles miseravelmente, que foi o quarto. Mas quem foi bem? Por isso discordo do cancelamento de Kannemann ou de quem o chama de ex-jogador”, destacou Diogo Olivier.
O comentarista lembrou que Kannemann ainda tem importância dentro do elenco, especialmente pelo aspecto de liderança e experiência, e ponderou que o zagueiro pode continuar sendo útil ao grupo mesmo que não atue com frequência.
“Não faz muito tempo, bem protegido, deu resposta. Não suporta sequência de jogos, mas com Wagner Leonardo no elenco a sua presença na condição de reserva de luxo pode ajudar. Sem falar na liderança”, escreveu.
Olivier também comparou a situação de Kannemann com outros defensores do elenco gremista e até com jogadores experientes de outros clubes.
“Ele tem 34 anos. Faz 35 em março de 2026. Mercado, do Inter, fará 39 no mesmo mês. Está ajudando, aqui e ali. Thiago Silva é fora da curva, ok, mas lembremos de seus 41 anos. Não vejo, por exemplo, Gustavo Martins ou Noriega, que jogam pelo lado direito da área, tão acima assim de Kannemann.”
Ídolo e respeito pela trajetória no Grêmio
Por fim, o jornalista destacou que Kannemann é um dos grandes ídolos da história recente do Grêmio e que o clube precisa saber administrar o fim da trajetória do jogador de forma respeitosa e planejada.
“O argentino é um dos ídolos do Grêmio. A administração do encerramento de sua carreira no clube, se bem feita, pode ser boa para os dois lados, clube e jogador. Sem contar que respeito é bom.”
Mesmo em meio às críticas pela atuação diante do Bahia, o zagueiro segue sendo uma referência de raça e identificação com o torcedor gremista, símbolo de um dos períodos mais vitoriosos do clube na última década.











