A poucos dias de deixar oficialmente a presidência do Grêmio, Alberto Guerra concedeu uma entrevista ao Correio do Povo e apresentou sua avaliação sobre os três anos em que comandou o clube. Para o dirigente, o contexto delicado encontrado em 2022 torna o balanço positivo — ainda que o último ano dentro de campo não tenha correspondido às expectativas.
“Eu acho que foi boa. É óbvio que, se a gente olhar só para o campo, esse último ano não é legal, não tô satisfeito. Mas, quando começou o projeto, o Grêmio vinha de uma Série B e das dificuldades que a gente sabia que iria enfrentar. Lá atrás, também não havia a expectativa de alcançar grandes títulos apenas nesses três anos”, afirmou o presidente.
Desafio financeiro foi o maior obstáculo
Guerra reforçou que o principal foco de sua administração foi reorganizar as contas do clube. Segundo ele, apesar dos desafios, o Grêmio chega ao final de 2025 em uma condição mais favorável do que encontrou no início do mandato.
“O Grêmio tem a possibilidade, ainda dentro de dezembro, de fazer no mínimo R$ 100 milhões em negócios. Aí fica tudo em dia e garante mais alguns meses de estabilidade. É uma situação que eu não tive ao longo dos meus três anos”, explicou.
O dirigente destacou que, em diversos momentos, precisou lidar com limitações que afetaram diretamente investimentos no futebol, mas considera que deixa uma base mais estruturada para a futura gestão.
Arena do Grêmio: o “final feliz” com Marcelo Marques
Outro ponto da entrevista foi a situação da Arena, um problema histórico que ganhou solução somente agora, segundo Guerra, graças ao ambiente criado pelo clube e ao apoio decisivo de Marcelo Marques — futuro gestor do estádio até a entrega completa ao Grêmio.
“Foi um trabalho difícil, porque essas decisões geram conflito com a gestora, e você não sabe onde isso vai parar. Fomos penalizados por isso nos serviços, mas as medidas convergiram para que Marcelo aparecesse e ajudasse a resolver. A figura dele foi muito importante. Os recursos que ele aportou aceleraram tudo”, destacou.
Guerra também lembrou que esse movimento apenas ocorreu porque o clube criou as condições necessárias para que o empresário se aproximasse da Arena, sendo reconhecido até pelo presidente do estádio, Mauro Araújo.











