Antes de deixar o comando do clube, a gestão anterior do Grêmio tomou decisões contratuais que hoje impactam diretamente o planejamento da nova diretoria. Três movimentos específicos passaram a ser vistos internamente como problemáticos: as renovações de Kannemann e Braithwaite e a extensão de vínculo de Edenilson. As informações são do colunista Cesar Cidade Dias, em seu espaço de opinião em GZH.
Segundo o comunicador, os três jogadores jamais foram consenso desde que chegaram à Arena e, atualmente, figuram entre os nomes que o clube tenta reposicionar no mercado. Para CCD, nem mesmo o histórico vencedor de Kannemann foi suficiente para blindar o zagueiro de críticas internas. A renovação por mais dois anos é apontada, nos bastidores, como um equívoco estratégico, sobretudo pelo desempenho recente e pela limitação física apresentada ao longo da última temporada.
CCD ainda complementa sobre o caso da renovação de Braithwaite que, segundo ele, custa mais do que joga atualmente pelo Tricolor.
O caso de Braithwaite gera ainda mais questionamentos. A avaliação interna é de que o custo do atacante não condiz com o retorno esportivo entregue. Mesmo assim, o Grêmio optou por ampliar o contrato em termos financeiros ainda mais elevados do que os acordados em sua chegada. A decisão surpreendeu parte significativa do clube e hoje se tornou um entrave adicional, ainda mais porque o dinamarquês se recupera de lesão e só deve voltar a atuar por volta de maio, o que adia qualquer possibilidade de negociação.
Edenilson completa a lista. Apesar de nunca ter conquistado a confiança plena da torcida, o jogador contou com respaldo interno — especialmente de Felipão — e teve o vínculo prorrogado por mais uma temporada. A atual diretoria chegou a pedir cautela à gestão anterior para evitar esse tipo de movimento, mas não conseguiu impedir a renovação.
Com uma folha salarial considerada pesada para a realidade financeira do clube, Antônio Dutra Júnior e Paulo Pelaipe agora precisam encontrar soluções criativas. A prioridade passa por abrir espaço orçamentário para apostar em jovens do elenco e em reforços pontuais. Para isso, decisões difíceis terão de ser tomadas, e nomes como Kannemann, Edenilson e Braithwaite simbolizam bem os desafios herdados pela nova administração.











