O Grêmio pode ter um desfalque pesado fora das quatro linhas nas próximas semanas. O coordenador técnico Luiz Felipe Scolari corre o risco de ficar impedido de frequentar o vestiário pelo restante do mês de fevereiro. O motivo será definido na tarde desta sexta-feira (6), quando o dirigente será julgado pelo Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Ídolo histórico do clube, Felipão foi punido com 30 dias de suspensão e multa de R$ 5 mil por ofensas dirigidas ao árbitro Marcelo de Lima Henrique após o Gre-Nal, disputado em setembro, no Beira-Rio.
Grêmio: efeito suspensivo segurou Felipão, mas decisão final pode tirá-lo por 27 dias
Até agora, apenas três dias da pena foram efetivamente cumpridos. Na sequência, o dirigente obteve um efeito suspensivo, o que permitiu sua atuação na reta final do Brasileirão.
Agora, porém, o cenário volta a ficar tenso. Caso o STJD mantenha a punição, Felipão ficará afastado por mais 27 dias, sem poder participar dos jogos e da rotina de vestiário do Tricolor — um impacto considerável justamente em um período de ajustes e decisões importantes da temporada.
Marlon e Kannemann escaparam da punição e ficaram disponíveis
Além de Felipão, o Grêmio também havia conseguido efeito suspensivo para Marlon e Kannemann no fim da última temporada. Os dois jogadores tinham sido suspensos — dois jogos para Marlon e um jogo para Kannemann — por incidentes ocorridos na partida contra o Bragantino, no interior paulista.
A diferença é que, no caso dos atletas, o desfecho foi outro. No início de janeiro, as punições foram convertidas em medida social, mediante o pagamento de R$ 135 mil, sendo R$ 45 mil para cada envolvido. Com isso, ambos ficaram liberados para atuar normalmente.
Agora, todas as atenções se voltam para o julgamento desta sexta-feira. A decisão do STJD vai definir se o Grêmio seguirá com Felipão nos bastidores ou se o ídolo terá que acompanhar fevereiro à distância — justamente quando sua presença costuma pesar mais.











