Após o anúncio de que Cuellar ficará afastado dos gramados por um problema muscular, o Grêmio identificou a causa das dificuldades do atleta e estabeleceu um plano de trabalho para que o jogador possa retornar em outro patamar físico.
Antes do comunicado, a comissão técnica de Mano Menezes conversou com Cuellar para traçar um novo planejamento físico para o volante. Houve a análise de que a antiga comissão, comandado por Gustavo Quinteiros, acelerou processos para que o jogador atuasse o mais rápido possível no Campeonato Gaúcho.
Logo que chegou, Cuellar pediu duas a três semanas para trabalhar a parte física. Quinteiros disse que ele iria se preparar jogando, por isso, o volante estreou contra o Monson pelo Campeonato Gaúcho. O próprio jogador confessa a pessoas próximas que errou ao ceder a pressão pra jogar, e não respeitar a adaptação do ritmo do futebol brasileiro.
Gustavo Quinteiros pediu para Cuellar “se condicionar jogando”, pois ele precisava muito dos melhores jogadores o mais rápido possível. Cuellar aceitou o desafio e foi pras partidas, até o jogo contra o Juventude, momento em que sentiu o primeiro problema decorrente da falta de preparação física específica, voltada para força.
Nos primeiros 15 dias de Grêmio, Cuellar teve muitas dificuldades de adaptação ao fuso horário. Em nenhum momento, houve um planejamento específico para o atleta no Grêmio, considerando que Cuellar atuou por cinco temporadas no futebol da Arábia Saudita. Por lá, os treinos eram noturnos e os jogos mais espaçados. Mesmo assim, Cuellar cumpriu a mesma carga destinada a todo o elenco, sem um acompanhamento próximo dos níveis de força e do sono. O atleta por vezes dormia menos de 3h por noite, o que dificultava a adaptação física ao fuso-horário e também a nova rotina no futebol brasileiro.
Com o problema identificado, o Grêmio definiu um plano de ação: O volante terá treinamento específico com Rogerinho para corrigir deficiência de força, constatada por aceleração de processos na chegada do jogador ao Grêmio.
Rogério Dias terá a missão de trabalhar a carga de força, para que Cuellar possa voltar aos níveis que sempre apresentou no decorrer da sua carreira. Por isso, o Colombiano fica em Porto Alegre, para trabalhar em dois turnos a recuperação física.











