Após a desistência da contratação de Roger Guedes, o Grêmio estuda uma mudança significativa no perfil dos reforços que pretende buscar no mercado. A negociação com o atacante, que envolveria um investimento alto em um único nome, não avançou, mas os recursos previstos para essa operação continuam garantidos.
Marcelo Marques, candidato à presidência do clube, reafirmou que o valor de 10 milhões de euros (cerca de R$ 63 milhões) segue à disposição para fortalecer o elenco. A diferença é que, agora, essa quantia não precisa necessariamente ser direcionada a apenas um jogador.
Com a nova abordagem, a diretoria pretende diversificar os investimentos, abrindo espaço para contratações em diferentes setores do campo. A ideia é que os valores possam ser repartidos para trazer, por exemplo, um meia de articulação capaz de dar mais criatividade ao time, um lateral-direito para aumentar as opções na defesa e um volante que agregue mais intensidade e equilíbrio ao meio-campo.
Atualmente, dirigentes e comissão técnica estão alinhados na prospecção de nomes e já mantêm conversas com possíveis alvos. A prioridade é chegar a um consenso interno para que as negociações avancem de forma ágil e eficiente, evitando novas frustrações como a que ocorreu na tentativa por Roger Guedes.
Caso essa estratégia seja implementada, o Grêmio terá uma oportunidade importante para corrigir deficiências que têm impactado o desempenho ao longo da temporada. A possibilidade de reforçar diferentes posições em vez de concentrar todos os recursos em um único atleta pode representar um salto de qualidade, mas, para isso, será fundamental que o clube acerte na análise de mercado e na escolha dos jogadores que irão chegar à Arena.











