A eleição de Odorico Roman para comandar o Grêmio no triênio 2026–2028 abriu uma nova fase no clube – e uma das primeiras grandes decisões passa diretamente pelo banco de reservas. Presidente eleito, Roman e sua equipe de transição tratam com cuidado da permanência de Mano Menezes para a próxima temporada, enquanto mapeiam alternativas no mercado, inclusive em Portugal.
Hoje, Mano tem contrato com o Grêmio somente até dezembro de 2025. O vínculo chegou a prever uma renovação automática em caso de vaga na Libertadores de 2026, mas o treinador abriu mão dessa cláusula e passou a aguardar o resultado das eleições e o plano da nova gestão para seguir ou não no clube.
De acordo com a página Soccer News Grêmio, Mano Menezes é respeitado internamente e visto pela equipe de transição como uma opção sólida para iniciar o projeto de 2026. O trabalho de recuperação do time ao longo de 2025, aliado à experiência do treinador em cenários de reconstrução, pesa a favor da sua permanência.
Não por acaso, o próprio Odorico já havia sinalizado publicamente que o técnico agrada à sua chapa e que a continuidade dependeria do desempenho do time até o fim do Brasileirão, com uma avaliação mais ampla após o término da temporada.
A equipe de transição trabalha com cenários: um deles prevê a permanência de Mano, desde que haja alinhamento em relação ao planejamento esportivo e ao orçamento para reforços. Outro cenário considera uma ruptura, caso o entendimento seja de que o clube precisa “virar a página” em 2026.
O “plano Renato” volta à pauta no Grêmio
Nos bastidores, uma terceira via ganha força como possibilidade caso nenhuma alternativa se mostre viável – seja a continuidade de Mano, seja a contratação de um estrangeiro: o retorno de Renato Portaluppi em 2026.
A hipótese é tratada com discrição pela equipe de transição, mas não está descartada. Renato é, ao mesmo tempo, ídolo histórico, símbolo dos grandes títulos recentes e um nome com forte apelo junto à torcida e ao vestiário. Isso faz com que, em um cenário de impasse, seu nome reapareça naturalmente como solução política e esportiva.
Hoje, porém, Renato não é o plano A. A prioridade da futura gestão é encerrar o Brasileirão, avaliar o trabalho de Mano com critérios técnicos e financeiros e, a partir daí, tomar uma decisão definitiva sobre o comando. Só se esse caminho travar e o mercado não oferecer uma alternativa considerada melhor é que a cartada Renato volta a ganhar espaço internamente.











