O futuro de Cristian Olivera no Grêmio segue indefinido, mas o cenário indica um desgaste evidente entre as partes. O atacante uruguaio já deixou claro, nos bastidores, o desejo de atuar pelo Nacional-URU, clube do qual é torcedor declarado. No entanto, a direção gremista adotou uma postura mais rígida em relação a uma eventual saída.
De acordo com informações do jornalista Eduardo Gabardo, o Grêmio foi direto em conversa recente com o estafe do jogador. A mensagem transmitida foi clara e sem margem para interpretações: não haverá negociação sob pressão. Internamente, o clube entende que Cristian Olivera tem contrato em vigor e que qualquer movimentação só acontecerá se surgir uma proposta considerada adequada do ponto de vista financeiro e esportivo.
A posição do Tricolor é objetiva: a saída do atacante não ocorrerá por imposição do jogador ou de seus representantes, mas exclusivamente por decisão do clube. O investimento feito no início da temporada pesa diretamente nessa avaliação.
Mesmo assim, no Uruguai, o discurso é diferente. O vice-presidente do Nacional, Flavio Perchman, afirmou em entrevista ao programa Warda con estos, da Aweno TV, que a volta de Cristian Olivera a Montevidéu estaria encaminhada.
— Sim, Kike vai jogar no Nacional. Um empréstimo com opção de compra — declarou o dirigente.
Apesar das declarações otimistas do lado uruguaio, até o momento não há acordo fechado com o Grêmio. O clube gaúcho ainda aguarda uma proposta que atenda às suas exigências, especialmente considerando o valor investido na contratação do jogador.
Kike quer sair do Grêmio para jogar no clube do coração
Curiosamente, embora seja torcedor do Nacional, Cristian Olivera nunca defendeu o clube profissionalmente. Revelado pelo Rentistas, o atacante também passou por Peñarol, Boston River, além de experiências no futebol europeu e norte-americano, com Almería, da Espanha, e Los Angeles FC, dos Estados Unidos.
Contratado pelo Grêmio no início de 2025, Olivera custou US$ 4,5 milhões (cerca de R$ 25,6 milhões na cotação da época). O valor elevado faz com que a diretoria gremista trate qualquer negociação com cautela, reforçando que só aceitará uma saída que represente retorno financeiro compatível com o investimento realizado.











