O empate sem gols contra o Remo escancarou um problema que já vinha incomodando nos bastidores: o meio-campo do Grêmio não funciona como deveria — e o próprio Luís Castro admitiu isso publicamente.
Mais do que o resultado, foi a forma de jogar que acendeu o alerta.
Grêmio aposta em cruzamentos e abandona criação pelo chão
Durante a partida, o Tricolor praticamente abriu mão da construção trabalhada. O plano foi claro — e repetitivo:
👉 Mais de 35 bolas levantadas na área
👉 Busca constante por Carlos Vinícius, Braithwaite e zagueiros
👉 Pouca criação pelo meio
Ou seja, o time até teve volume, mas sem criatividade, dependendo quase exclusivamente da bola aérea.
Luís Castro admite instabilidade e aponta problema central
Após o jogo, o treinador foi direto ao identificar o principal gargalo:
— “O que mais me incomoda é não conseguir a estabilidade da equipe… no meio-campo isso não acontece. É uma zona que exige muita continuidade.”
A explicação passa pela alta rotatividade no setor.
Trocas constantes impedem “entrosamento ideal”
Nos últimos jogos, o meio-campo virou uma verdadeira “ciranda”:
- Noriega
- Arthur
- Nardoni
- Léo Pérez
- Dodi
Entre lesões, preservações e testes, os jogadores entram e saem — e o resultado é um setor pouco conectado e sem química.
Trio ideal já está definido — mas ainda não encaixou
Internamente, o cenário ideal já existe:
👉 Noriega + Arthur + Nardoni
Mas contra o Remo:
- Noriega nem foi relacionado
- Arthur entrou só no segundo tempo
A expectativa é que esse trio finalmente atue junto no Gre-Nal, jogo visto como primeiro grande teste real da temporada.
Ataque e pontas mantidos, mas sem brilho
Enquanto isso, peças ofensivas seguem com moral:
- Monsalve pode seguir como titular
- Enamorado e Amuzu continuam pelos lados
Mas a falta de articulação no meio limita o desempenho de todos.











