Ex-Grêmio, Anderson se declara e mostra gratidão ao Imortal
Anderson, jogador ex-Grêmio

Todo mundo sabe que o nome de Anderson está gravado a ferro e fogo na galeria de lendas do Grêmio. Ele foi o cara que decidiu a histórica Batalha dos Aflitos e garantiu o caneco da Série B de 2005. Mas, para o ex-meia, essa relação vai muito além das quatro linhas e das medalhas no peito.

Em um papo reto com o ídolo inglês Rio Ferdinand — seu antigo parceiro de Manchester United —, "Andershow" abriu o coração. Ele relembrou como o Tricolor transformou sua realidade quando ele ainda era apenas um guri da periferia de Porto Alegre.

O papel de "pai" que o Grêmio exerceu na vida de Anderson

Cria da base, o ex-jogador contou que chegou ao clube com apenas 11 anos. Por um bom tempo, sua verdadeira casa foi o alojamento do saudoso Estádio Olímpico.

Para Anderson, o acolhimento foi fundamental, já que ele tinha perdido o pai biológico aos 10 anos e enfrentava uma realidade financeira pesadíssima na favela.

"Eu não tinha grana nenhuma. Morei na minha comunidade até os 12 anos, mas depois fui viver dentro do clube. O Grêmio cuidou de mim, me deu suporte e me deu dinheiro. Posso dizer que o clube foi um pai para mim", revelou o ex-atleta na entrevista.

O ultimato e a coragem para mudar de vida no Grêmio

Uma curiosidade de bastidor que ele trouxe à tona foi o fato de ser o único garoto da capital morando na concentração na época. Geralmente, as vagas eram guardadas apenas para quem vinha de fora do estado ou do interior, mas Anderson foi enfático.

Ele deu um verdadeiro ultimato aos dirigentes: ou ele recebia o abrigo para morar no estádio, ou cruzaria a cidade para tentar a sorte no Internacional. Para ele, o futebol era a única saída possível para ajudar sua família e ter um futuro digno. "Vindo da favela, você precisa ter muita coragem. Você acaba sendo o responsável por cuidar de si mesmo e de todos os seus", desabafou.

A trajetória vitoriosa e a polêmica volta ao rival

Depois de brilhar no Imortal e conquistar o mundo na Europa, a história teve um capítulo que muitos torcedores preferem esquecer. Em 2015, Anderson retornou ao Rio Grande do Sul, mas para vestir a camisa do maior rival.

No lado vermelho, ele não conseguiu repetir o sucesso de outrora, rendeu abaixo do esperado e acabou fazendo parte do elenco que viveu o rebaixamento em 2016. Após um empréstimo ao Coritiba, ele decidiu pendurar as chuteiras precocemente em 2019, aos 31 anos, enquanto atuava no futebol da Turquia.

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